quinta-feira, 25 de março de 2010

Entrevista com Marcelo Alelaf - Scud


Scud Piauí Pop

10 Perguntas ao SCUD

01. Quais são as suas perspectivas para 2010?
Marcelo Alelaf – Claro que o SCUD tem suas metas e planos para o futuro da banda, mas o nosso direcionamento de trabalho não é voltado exclusivamente para um ano em específico, e sim para um todo, até mesmo porque não se pode prever nada e nem esperar nada nos dias atuais. A roda do mundo está cada vez girando mais rápido. Não sabemos nem se estamos contando certo o nosso calendário anual (risos). O que lutamos é para sempre superar da melhor maneira possível os obstáculos que são impostos para o SCUD, e claro, tirar sempre as melhores lições de cada etapa da carreira da banda. Acho que no momento estamos vivendo o nosso “some kind of monster”, com uma pequena diferença apenas, sem psicólogo e sem dinheiro (risos).
02. E o novo EP quando sai?

MA – O Ep “Unofficial #19” já foi lançado em janeiro de 2010, e não foi um trabalho que o SCUD se comprometeu a fazer shows de lançamento, coquetéis, divulgação em massa e etc... O intuito deste lançamento foi dar vazão a um trabalho realizado em 2008 visando a turnê Winds Tour do mesmo ano, e que infelizmente não houve tempo hábil para finalizar o Unofficial #19 e viajar para a turnê com este material em mãos. Conseguimos mixar e masterizar só agora no final de 2009. Gravamos duas musicas que estará em nosso próximo trabalho em uma versão, digamos, promocional. A meta do Ep - Unofficial #19 é de alcançar o público aos poucos mesmo, sem muita pressa.

03. Quando será a próxima turnê?

MA – O SCUD não tem nada planejado em relação a turnê no momento. O que ficou acertado, mas que pode mudar (risos), é que a banda só sairá de turnê no lançamento do próximo álbum.

04. Quem virá para ser o novo baixista do SCUD?

MA – Essa resposta eu queria te dizer com certeza, mas infelizmente não posso afirmar nada.
Estamos em fase de testes e mais testes...

05. Quais são as dez coisas da qual você se arrependeu amargamente? Em relação à banda é claro!
MA – Cara! Eu num me arrependi de nenhuma... Imagine de dez! (risos)

06. O SCUD com certeza é uma das melhores bandas do Piauí com certeza, como vocês lidam com este status que a banda conquistou ao longo do tempo? E como se sentem com toda esta responsabilidade?
MA – A carreira do SCUD não foi forjada ou enfiada goela abaixo de ninguém, temos uma trajetória que no decorrer dos anos nos preparou, junto com a banda, a receber os elogios e as criticas. Ainda não bateu a tal da “responsabilidade” (risos), mas o SCUD é consciente da sua contribuição e de seu papel para o rock no Estado do Piauí. Mas, também não achamos que é melhor ou pior do que a contribuição de todas as outras bandas, que de uma forma ou de outra, não importa como, lutam para que o rock pesado do Piauí seja reconhecido e respeitado.


07. O que vocês acham da cena atual de Parnaíba em relação ao Metal?
MA – Em toda área há momentos de altos e baixos, vejo que talvez estejamos passando por uma fase de “baixa temporada”, como no turismo (risos). Mas isso não quer dizer que a cena está fraca, muito pelo contrário, basta anunciar qualquer show de metal em Parnaíba para vermos a realidade de nossa força. Estamos apenas latentes... Acredite!

08. Há especulações da entrada de um novo baixista, e a saída do Laércio que não conseguiu atender as expectativas em relação ao trabalho da banda, o que vocês acham disso e o que vocês esperam do novo baixista?
MA – Sempre se especula alguma coisa de qualquer coisa (risos). Vejo o Laércio como um guerreiro como a gente. Ele largou seu instrumento de coração, a guitarra, largou seu estilo de coração, o rock clássico (Beatles, The Doors, etc...), para tocar baixo e em um estilo que ele nunca tinha tocado ou experimentado. Só em ele já ter tido essa coragem e disposição, não poderíamos, e como não podemos falar mais nada. Mas o verdadeiro motivo da saída do Laércio dos testes no SCUD, foi que ele é um garoto jovem, talentoso e uma cabeça cheia de sonhos, idéia e ideais. E não seria o SCUD que iria atrapalhar o caminho dessa jovem promessa da música, desvirtuando-o de seus planos e metas, de seu instrumento predileto e de toda sua formação musical. Talvez no SCUD ele nunca poderia queimar uma guitarra como Jimi Hendrix, pelo menos as minhas não (risos). Sobre o novo baixista? Continuamos em fase de testes...

09. O SCUD tem um brilho próprio, o som de vocês é realmente muito bom, e muito bem aceito tanto por Parnaíba como pelo resto do estado e do país. Vocês pensam em sair do país futuramente para poder divulgar o trabalho de vocês?
MA – Quando se é fisgado pelo anzol do rock’n’roll é quase impossível não se pensar em shows pelo mundo afora, viagens, turnês e etc... Com o SCUD não poderia ser e nem é diferente. Temos alguns contatos feitos fora do Brasil, mas o SCUD no momento tem outras prioridades. Quando chegar a hora certa, e se nos for dado essa oportunidade de tocar fora do Brasil, com certeza agarraremos ela com unhas e dentes.

10. E para as novas bandas que estão surgindo cada vez mais forte a cada dia, diga o seu recado e a sua sugestão para estas pessoas que estão entrando agora no mercado, e o que você está achando destas bandas?
MA – Pra te falar a verdade, no momento atual, tenho tido muito pouco tempo pra conhecer novas bandas. O Fábio Nasc é que me apresenta de vez em quando coisas novas. Mas nem precisa ir muito atrás pra saber que a cada minuto nasce uma boa banda. O que eu poderia dizer para as novas bandas? Apenas que façam o som que achem legal sem se importar com o que os outros vão achar, se vier do coração, não tenha medo, coloquem pra fora. Valeu!

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